Juros simples x juros compostos: fórmulas e quando usar cada um
Juros simples e juros compostos respondem à mesma pergunta, quanto o dinheiro cresce no tempo, mas chegam a resultados bem diferentes. Vale conhecer as duas fórmulas, até porque elas caem em prova, aparecem em contratos e definem quanto você paga ou recebe.
Fórmula dos juros simples
J = C × i × t. Os juros (J) são o capital (C) multiplicado pela taxa (i) e pelo tempo (t). A taxa incide sempre sobre o valor inicial. Exemplo: R$ 1.000 a 2% ao mês por 10 meses rendem 1.000 × 0,02 × 10 = R$ 200. O montante final é R$ 1.200.
Fórmula dos juros compostos
M = C × (1 + i)t. Aqui a taxa incide sobre o valor acumulado, incluindo os juros dos períodos anteriores. Os mesmos R$ 1.000 a 2% ao mês por 10 meses viram 1.000 × (1,02)10 = R$ 1.218,99. A diferença parece pequena em 10 meses, mas cresce rápido: em 5 anos seriam R$ 2.200 nos juros simples contra R$ 3.281 nos compostos.
Onde cada regime aparece
Os juros simples sobrevivem em situações pontuais, como multas de atraso, alguns descontos de títulos e exercícios escolares. Praticamente todo o resto da vida financeira usa juros compostos: financiamentos, empréstimos, cartão de crédito, investimentos em renda fixa e a correção da maioria dos contratos.
Calcule sem decorar fórmula
Para o dia a dia, a conta manual é dispensável. A nossa calculadora de juros compostos aceita taxa mensal ou anual, aportes mensais e mostra a evolução ano a ano. Para conferir prestações de um financiamento, a Calculadora do Cidadão do Banco Central é outra boa ferramenta gratuita.